Campanha Compartilha por Fernando Montenegro

16 de fevereiro de 2014 at 11:36Categoria:Campanha

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Deus e a Lei

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15 de fevereiro de 2014 at 22:36Categoria:Artigo

Título: Deus e a Lei
Autor: José Raul Teixeira
Texto extraído do Livro Cintilações das Estrelas, pelo Espírito Camilo (Niterói, RJ: FRÁTER, 1992. p.91-82).


 

É indeclinável a dinâmica das Leis de Deus junto à Sua criação formidável.

Dilatam-se bênçãos de progresso para os reinos inferiores da Vida a se desenvolverem nas faixas do mineral, do vegetal, do irracional, do homem até alçarem-se aos páramos da Angelização.

Em parte alguma dos chamados reinos inferiores encontram-se desequilíbrios, o que demonstra a grandeza do Senhor do Universo, em face dos objetivos da existência dos seres sobre o mundo terrestre.

Do átomo ao cristal, nas múltiplas etapas, vê-se a Divina Presença a exercer domínio sobre a forma rude, representada pelo princípio inteligente na manutenção do equilíbrio atrativo, coesivo, até adentrar na fase vegetal.

Dos primórdios fítológicos aos vegetais superiores, eis que o Criador se mostra pelo mesmo agente espiritual em desenvolvimento, inaugura a função autotrófica, na elaboração dos clorofilados e dos carotenóides [tipos de insetos], a se emanciparem, gradualmente, demandando outros níveis.

Nas linhas da evolução animal, desde os protozoários ao metazoário mais avançado no reino, desatrelam-se os instintos, como a bagagem dos inumeráveis aprendizados e conquistas a se expressarem dentro dos parâmetros da inteligência rudimentar. Locomovem-se, defendem-se, nutrem-se, procuram-se para os rituais da procriação da forma, avançando o princípio espiritual para seus destinos à frente.

Inauguram-se as bases do pensamento contínuo, da razão, a partir do que o princípio espiritual, após milenários períodos, atinge a postura do Espírito humano, dotado, agora, dos recursos do raciocínio.

Aparece, assim, o Ser Humano, portando a capacidade de conhecer e entender a Deus, conscientemente, ao longo da sua rota de progressos fecundos.

O livre arbítrio torna-se a coroa da evolução conquistada pelo Espírito, sem que tenha alcançado os estágios derradeiros, seguindo adiante para os reinos superiores ao humano, mais próximos da Divindade, servindo ao bem em toda parte.

E segue o homem na sua caminhada para o Seu Senhor…

Do determinismo ao livre arbítrio, tudo se amplia sob os Céus, elevando o Espírito imortal para os cimos da Vida cósmica.

O homem, como o ser mais complexo da planeta, reflete as Leis da Divindade, quando age no bem, quando serve e ama, tanto quanto dá mostras de antagonismo às Leis Sublimes à medida que se junge aos atos e fatos da maldade, da ignorância, da rebeldia…

Enquanto o homem conhecer os códigos divinos, a se exprimirem em si mesmo, iluminando-Ihe a consciência, e persistir no equívoco, no despautério, no desequilíbrio, deverá sofrer até que se reintegre na pauta do amor.

Quando um violino está desafinado em suas emissões sonoras, dever-se-á distender-Ihe as cordas, até que emita o som perfeito e encantador.

O homem, nesse particular, assemelha-se a um instrumento desafinado, mas que foi elaborado para a perfeição. Enquanto se mantém em desarmonia com a Vida, despedindo sonidos enfermiços, sofre e pena, distendidas as cordas de sua alma, até que, reintegrado aos ensinos de Deus, apresente a harmonia em si mesmo, afinado, a emitir para o Universo as notas felizes que o farão, desde aí, decantar as Glórias do Senhor, marchando na pauta das Suas Leis.

Deus se manifesta no mundo através da sua perfeita legislação. Cabe ao indivíduo humano assenhorear-se dela e passar a viver em consonância com os seus preceitos, a fim de que reflita a sublime grandeza do Criador.

O Espiritismo e a Mulher

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15 de fevereiro de 2014 at 22:35Categoria:Artigo

Título: O Espiritismo e a Mulher
Autor: Léon Denis
Texto extraído do Livro No Invisível, ed. FEB.


 

Encontram-se, em ambos os sexos, excelentes médiuns; é à mulher, entretanto, que parecem outorgadas as mais belas faculdades psíquicas.  Daí o eminente papel que lhe está reservado na difusão do novo Espiritualismo.

Malgrado às imperfeições inerentes a toda criatura humana, não pode a mulher, para quem a estuda imparcialmente, deixar de ser objeto de surpresa e algumas vezes de admiração.  Não é unicamente em seus traços pessoais que se realizam, em a Natureza e na Arte, os tipos da beleza, da piedade e da caridade; no que se refere aos poderes íntimos, à intuição e adivinhação, sempre foi ela superior ao homem.  Entre as filhas de Eva é que obteve a antiguidade as suas célebres videntes e sibilas.  Esses maravilhosos poderes, esses dons do Alto, a Igreja entendeu, na Idade Média, aviltar e suprimir, mediante os processos instaurados por feitiçaria.  Hoje encontram eles sua aplicação, porque é sobretudo por intermédio da mulher que se afirma a comunhão com a vida invisível.

Mais uma vez se revela a mulher em sua sublime função de mediadora que o é em toda a Natureza.  Dela provém a vida; e ela a própria fonte desta, a regeneradora da raça humana, que não subsiste e se renova senão por seu amor e seus ternos cuidados.  E essa função preponderante que desempenha no domínio da vida, ainda a vem preencher no domínio da morte.  Mas nós sabemos que a morte e a vida são uma, ou antes, são as duas formas alternadas, os dois aspectos contínuos da existência.

Mediadora também é a mulher no domínio das crenças.  Sempre serviu de intermediária entre a nova fé que surge e a fé antiga que definha e vai desaparecendo.  Foi o seu papel no passado, nos primeiros tempos do Cristianismo, e ainda o é na época presente.

O Catolicismo não compreendeu a mulher, a quem tanto devia.  Seus monges e padres, vivendo no celibato, longe da família, não poderiam apreciar o poder e o encanto desse delicado ser, em quem enxergavam antes um perigo.

A antiguidade pagã teve sobre nós a superioridade de conhecer e cultivar a alma feminina.  Suas faculdades se expandiam livremente nos mistérios.  Sacerdotisa nos tempos védicos, ao altar doméstico, intimamente associada, no Egito, na Grécia, na Gália, às cerimônias do culto, por toda a parte era a mulher objeto de uma iniciação, de um ensino especial, que dela faziam um ser quase divino, a fada protetora, o gênio do lar, a custódia das fontes da vida.  A essa compreensão do papel que a mulher desempenha, nela personificando a Natureza, com suas profundas intuições, suas percepções sutis, suas adivinhações misteriosas, é que foi devida a beleza, a força, a grandeza épica das raças grega e céltica.

Porque, tal seja a mulher, tal é o filho, tal será o homem.  É a mulher que, desde o berço, modela a alma das gerações.  É ela que faz os heróis, os poetas, os artistas, cujos feitos e obras fulguram através dos séculos.  Até aos sete anos o filho permanecia no gineceu sob a direção materna.  E sabe-se o que foram as mães gregas, romanas e gaulesas.  Para desempenhar, porém, tão sagrada missão educativa, era necessária a iniciação no grande mistério da vida e do destino, o conhecimento da lei das preexistências e das reencarnações; porque só essa lei dá à vida do ser, que vai desabrochar sob a égide materna, sua significação tão bela e tão comovedora.

Essa benéfica influência da mulher iniciada, que irradiava sobre o mundo antigo como uma doce claridade, foi destruída pela lenda bíblica da queda original.

Segundo as Escrituras, a mulher é responsável pela proscrição do homem; ela perde Adão e, com ele, toda a Humanidade; atraiçoa Sansão.  Uma passagem do Eclesiastes a declara “uma coisa mais amarga que a morte”.  O casamento mesmo parece um mal: “Que os que têm esposas sejam como se não as tivessem” – exclama Paulo.

Nesse ponto, como em tantos outros, a tradição e o espírito judaico prevaleceram, na Igreja, sobre modo de entender do Cristo, que foi sempre benévolo, compassivo, afetuoso para com a mulher.  Em todas as circunstâncias a escuda ele com sua proteção; dirige-lhe suas mais tocantes parábolas.  Estende-lhe sempre a mão, mesmo quando decaída.  Por isso as mulheres reconhecidas lhe formam uma espécie de cortejo; muitas o acompanharão até a morte.

A situação da mulher, na civilização contemporânea, é difícil, não raro dolorosa.  Nem sempre a mulher tem para si os usos e as leis; mil perigos a cercam, se ela fraqueja, se sucumbe, raramente se lhe estende mão amiga.  A corrupção dos costumes fez da mulher a vítima do século.  A miséria, as lágrimas, a prostituição, o suicídio – tal é a sorte de grande número de pobres criaturas em nossas sociedades opulentas.

Uma reação, porém, já se vai operando.  Sob a denominação de feminismo, um certo movimento se acentua legítimo em seu princípio, exagerado, entretanto, em seus intuitos; porque ao lado de justas reivindicações, enuncia propósitos que fariam da mulher, não mais mulher, mas cópia, paródia do homem.  O movimento feminista desconhece o verdadeiro papel da mulher e tende a transvia-la do destino que lhe está natural e normalmente traçado.  O homem e a mulher nasceram para funções diferentes, mas complementares.  No ponto de vista da ação social, são equivalentes e inseparáveis.

O moderno Espiritualismo, graças às suas práticas e doutrinas, todas de ideal, de amor, de equidade, encara a questão de modo diverso e resolve-a sem esforço e sem estardalhaço.  Restitui a mulher seu verdadeiro lugar na família e na obra social, indicando-lhe a sublime função que lhe cabe desempenhar na educação e no adiantamento da Humanidade.  Faz mais, reintegra-a em sua missão de mediadora predestinada, verdadeiro traço de união que liga as sociedades da Terra às do Espaço.

A grande sensibilidade da mulher a constitui o médium por excelência, capaz de exprimir, de traduzir os pensamentos, as emoções, os sofrimentos das almas, os altos ensinos dos Espíritos celestes.  Na aplicação de suas faculdades encontra ela profundas alegrias e uma fonte viva de consolações.  A feição religiosa do Espiritismo a atrai e lhe satisfaz as aspirações do coração, as necessidades de ternura, que estendem, para além do túmulo, aos entes desaparecidos.  O perigo para ela, como para o homem, está no orgulho dos poderes adquiridos, na suscetibilidade exagerada.  O ciúme, suscitando rivalidades entre médiuns, torna-se muitas vezes motivo de desagregação para os grupos.

Daí a necessidade de desenvolver na mulher, ao mesmo tempo que os poderes intuitivos, suas admiráveis qualidades morais, o esquecimento de si mesma, o júbilo do sacrifício, numa palavra, o sentimento dos deveres e das responsabilidades inerentes à sua missão mediatriz.

O Materialismo, não ponderando senão o nosso organismo físico, faz da mulher um ser inferior por sua fraqueza e a impele à sensualidade.  Ao seu contato, essa flor de poesia verga ao peso das influências degradantes, se deprime e envilece.  Privada de sua função mediadora, de sua imaculada auréola, tornada escrava dos sentidos, não é mais um ser instintivo, impulsivo, exposto às sugestões dos apetites mórbidos.  O respeito mútuo, as sólidas virtudes domésticas desaparecem; a discórdia e o adultério se introduzem no lar; a família se dissolve, a felicidade se aniquila. Uma nova geração, desiludida e céptica, surge do seio de uma sociedade em decadência.

Com o Espiritualismo, porém, ergue de novo a mulher a inspirada fronte; vem associar-se intimamente à obra de harmonia social, ao movimento geral das idéias.  O corpo não é mais que uma forma tomada por empréstimo; a essência da vida é o espírito, e nesse ponto de vista o homem e a mulher são favorecidos por igual.  Assim, o moderno Espiritualismo restabelece o mesmo critério dos Celtas, nossos pais; firma a igualdade dos sexos sobre a identidade da natureza psíquica e o caráter imperecível do ser humano, e a ambos assegura posição idêntica nas agremiações de estudo.

Pelo Espiritismo se subtrai a mulher ao vértice dos sentidos e ascende à vida superior.  Sua alma se ilumina de clarão mais puro; seu coração se torna o foco irradiador de ternos sentimentos e nobilíssimas paixões.  Ela reassume no lar a encantadora missão que lhe pertence, feita de dedicação e piedade, seu importante e divino papel de mãe, de irmã e educadora, sua nobre e doce função persuasiva.

Cessa, desde então, a luta entre os dois sexos.  As duas metades da Humanidade se aliam e equilibram no amor, para cooperarem juntas no plano providencial, nas obras da Divina Inteligência.

Oração ao Pai

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15 de fevereiro de 2014 at 22:23Categoria:Mensagem

Oração ao Pai 

Judite, Iolanda e Lísias (espíritos)

(Do livro Nosso Lar, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luís)
Pai querido, enquanto a noite
Traz a benção do repouso,
Recebe, pai carinhoso,
Nosso afeto e devoção!…
Enquanto as estrelas cantam
Na luz que as empalidece,
Vem unir à nossa prece
A voz do teu coração.(…)
Não te perturbes na estrada
De sombras do esquecimento,
Não te doa o sofrimento,
Jamais te firas no mal.
Não temas a dor terrestre,
Recorda a nossa aliança,
Conserva a flor da esperança
Para a ventura imortal.
Enquanto dormes no mundo,
Nossas almas acordadas
Relembram as alvoradas
Desta vida superior;
Aguarda o porvir risonho,
Espera por nós que, um dia,
Volveremos à alegria
Do jardim do teu amor.

Carta à minha mãe

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15 de fevereiro de 2014 at 22:22Categoria:Mensagem

Carta à minha Mãe

Irene P. Machado

Trechos de Preces extraídas do Livro Ninguém está sozinho, pelo Espírito Luiz Sérgio, psicografado por Irene P. Machado.
            “Senhor Jesus, Mestre de Bondade, flor que desabrochou no lar de Maria, fazendo-se criança frágil e necessitada de carinho de Mãe para haurir forças, a fim de auxiliar a humanidade faminta de amor. Querido Jesus, hoje encontramos na Terra, ainda, flores sem perfume, mas espíritos necessitados de Tua proteção.

            Jesus, grande Amigo das crianças, ampara todos nós. Faze Senhor, com que os nossos corações se abram para receber das Tuas Sacrossantas Mãos o remédio que desejamos para cicatrizar as feridas que se abrem em cada corpo, porque muitos ainda não Te conhecem.

            Senhor, precisaste de um lar para dar os primeiros passos neste Planeta e encontraste em Maria a força que Te sustentou nas horas das dores e das alegrias. Faze, Jesus, que todas as crianças encontrem no lar o apoio, o amor e a Tua presença. Que todas as Mães de família se unam pela oração, esquecidas da vaidade e do ouro, mas, sim, conscientes de que, hoje, a juventude necessita de um amor imenso para se salvar.

            Jesus, que cada Espírito se transforme em uma centelha de luz clareando todas as consciências.”

            “Obrigado, Pai, por nos terdes criado puros e humildes.

            Obrigado, Pai, por terdes colocado o mais puro Espírito, que é Jesus, à nossa frente, indicando-nos o caminho.

            Obrigado, Pai, por terdes colocado o carinho e o afeto de Maria junto a cada lar, como o grande símbolo de Mãe, de coragem e amor.

            Obrigado, Pai, pelo coração que ama, que sente saudade e chora de felicidade por ter um dia voltado e só ter encontrado amigos.

            Obrigado, Pai.”